Quero mergulhar no frio
Até que de dor
Ele se torne em calor
Quero cavar no vazio
Bebendo o suor
Até o fundo do esplendor
Quero me queimar de luva
No fogo estéril da vida
Futucando cada ferida de amor
Quero cair na minha própria armadilha
Feita de arame farpado
Embebida no veneno do rancor
Quero suforcar no pó de cada livro
Saber da missa o terço
O aperreio do pensamento do amador
Quero sombra na minha vista
A pele arrancada
Até trazer manjar à boca e não sentir sabor
O que eu não quero
É o seu silêncio
Porque não sei sofrer pela metade
Não sei esconder nenhuma gafe
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
sábado, 4 de agosto de 2018
Castelo da Intimidade
Ontem eu me perdi em uns lances esquisitos
Fui a um show
Foi lindo
Dois caras e tanta inspiração
Não sei se tenho tanto coração
Pra aguentar tudo isso
Foi lindo
Porque quando menos se espera
A vida te entrega algo assim
E de mão beijada um show vira uma conversa
E um papo com cerveja revela tanta coisa
E talvez, só talvez a companhia seja até melhor
Que a arte distante
Que o lindo véu que encobre a realidade
E talvez
Venham outras oportunidades
De crer-sendo
De entender que a vida é um cabaré
De ver que somos nós todos
Como arte
Que entrega um pouco
E pouco a pouco
Cada parte se refaz
E que talvez o palco seja menos
E que todos nós sejamos mais
Fui a um show
Foi lindo
Dois caras e tanta inspiração
Não sei se tenho tanto coração
Pra aguentar tudo isso
Foi lindo
Porque quando menos se espera
A vida te entrega algo assim
E de mão beijada um show vira uma conversa
E um papo com cerveja revela tanta coisa
E talvez, só talvez a companhia seja até melhor
Que a arte distante
Que o lindo véu que encobre a realidade
E talvez
Venham outras oportunidades
De crer-sendo
De entender que a vida é um cabaré
De ver que somos nós todos
Como arte
Que entrega um pouco
E pouco a pouco
Cada parte se refaz
E que talvez o palco seja menos
E que todos nós sejamos mais
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