Quero mergulhar no frio
Até que de dor
Ele se torne em calor
Quero cavar no vazio
Bebendo o suor
Até o fundo do esplendor
Quero me queimar de luva
No fogo estéril da vida
Futucando cada ferida de amor
Quero cair na minha própria armadilha
Feita de arame farpado
Embebida no veneno do rancor
Quero suforcar no pó de cada livro
Saber da missa o terço
O aperreio do pensamento do amador
Quero sombra na minha vista
A pele arrancada
Até trazer manjar à boca e não sentir sabor
O que eu não quero
É o seu silêncio
Porque não sei sofrer pela metade
Não sei esconder nenhuma gafe
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