Angustia-te jovem plebeu,
a majestade não é de agora
o fim não é tão belo
a demora se aproxima
Quão certo é o direito,
aquilo que não mereces
a vida não é direito
é dever que aparece
Como julgas o que é seu
pelo, eu quero ou eu posso?
quando tudo se acaba
só se leva o acessório
A linha se delimita
dentre flores e ações
entre filhos e amizades
não nos tiros dos canhões
Constroe tua doce fortuna,
mas lembra que a hora é chegada
No fim desse dia triste
há de vir a alvorada
Derrama tuas angústias e cresce
bota em ti a armadura
levanta teu velho encanto
pois és simples criatura.
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